Sobre os encontros com Taís e Nicas
Eu realmente não me lembro como foi exatamente que conheci a Taís nesse mundo blogueiro, mas sei que foi por causa dela que conheci a Nicas. A Taís é aquela amiga pau-pra-toda-obra, já a Nicas... a Nicas era uma menininha. A Taís tinha um blog de textos, e a Nicas tinha um blog de gifs - brilhantes, aliás. E não sei o que elas viam no meu blog quase erótico que acabamos virando amigas.
E o tempo passou e a gente cresceu. A Taís continua a mesma baiana inteligente de sempre, já a Nicas... a Nicas cresceu 2 centímetros e arranjou um namorado. E o blog foi perdendo os pisca-piscas até estar hoje assim. E por mais amiga que Nicas fosse, eu sempre a via como uma menininha. A minha menininha. Meu namorado diz que minha relação com ela é como de um pai: ama do fundo do coração, sabe que ela tá virando adulta, mas ignora.
Um belo dia, eu fui para Brasília, onde Taís tinha acabado de se mudar. E eu fiquei mega nervosa, quase tive um ataque do coração! Fiquei passando gloss enquanto a esperava e pensando o que ela pensaria de mim, se a minha roupa estava legal. (detalhe: eu vejo pelas fotos que na época eu estava gorda e com uma sobrancelha horrorosa!) Então, ela apareceu e era praticamente a mesma que eu via nas fotos, mas maior. Sim, eu era baixinha e dizia que quem era era a Nicas. E eu fiquei preocupada em parecer natural, o que acabou por parecer artificial. Fiquei tentando evitar aquele silêncio constrangedor, e foi por isso que Taís me achou uma tagarela. Mas fiquei super feliz de ver que a gente se parecia mais do que imaginava. Ela também adorava balas de gelatina e preferia guaraná! (só que eu não prefiro mais)
E a cidade da Nicas era tão mais acessível, o que até virou ironia. Tentei tantas vezes me encontrar com ela e nunca dava. Até que... tchantchantchantchããããn. Foi esses dias.
Assim que cheguei em São Paulo, mandei mensagem no celular dela avisando e tentando contato. Mais tarde ela ligou e queria ir à Avenida Paulista. Tudo bem, sempre esteve nos nossos planos a Avenida. Só que eu estava na casa da minha amiga recém mamãe e não dava pra ficar lá com um bebê junto, né. Então mudamos para o shopping mais longe da casa da Nicas, coitada. E ela foi, com chuva e tudo! E ainda teve que esperar! Chegamos quase meia hora atrasados (esses pais novos são foda).
Eu fui com a roupa que eu tinha viajado, só troquei o jeans porque achei que aquele era mais bonito. A Nicas eu nem reparei na roupa (por mais impossível que pareça), eu só fiquei olhando aquele rostinho lindo dela. E, claro, o cabelo de propaganda da Pantene. (detalhe: eu estou magérrima e preta, parecendo menina da Angola) Dei uma corridinha até ela e nos abraçamos, que fofo. Aí ela falou alguma coisa e eu me senti falando com uma mulher de sucesso super responsável. Ui, e eu toda criança. Não sei o que ela esperava de mim (até sei, porque li o post dela), mas ela era o que eu não esperava. Ela cresceu e eu nem vi (nossa, agora eu falei igual pai mesmo). Ela passava uma credibilidade tamanha que se ela estivesse vendendo casa no céu, eu compraria. A Nicas não é mais aquela menina que um dia teve um blog com gifs que piscavam feito painel de motel. Nããão, ela era a Nicoli, estudante da USP, responsável e independente. E por várias vezes ela me fazia lembrar meu namorado (que é outro baixinho com jeito de gente grande). A gente ficou passeando e conversando tranquilamente, como se a gente fizesse isso todo fim de semana. Teve aqueles momentos em que ninguém falava nada, mas eu tava me sentindo tão bem com ela que não era um vazio desagradável. Era natural. Aí a gente comeu no McDonalds, que era outro quesito nos nossos planos, e sequer pedimos McLanche Feliz. Mas quer lanche mais feliz do que um lanche com a minha menininha que virou gente grande?


