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Sábado , 07 de Março de 2009

 
 

Sobre os encontros com Taís e Nicas

Eu realmente não me lembro como foi exatamente que conheci a Taís nesse mundo blogueiro, mas sei que foi por causa dela que conheci a Nicas. A Taís é aquela amiga pau-pra-toda-obra, já a Nicas... a Nicas era uma menininha. A Taís tinha um blog de textos, e a Nicas tinha um blog de gifs - brilhantes, aliás. E não sei o que elas viam no meu blog quase erótico que acabamos virando amigas.

E o tempo passou e a gente cresceu. A Taís continua a mesma baiana inteligente de sempre, já a Nicas... a Nicas cresceu 2 centímetros e arranjou um namorado. E o blog foi perdendo os pisca-piscas até estar hoje assim. E por mais amiga que Nicas fosse, eu sempre a via como uma menininha. A minha menininha. Meu namorado diz que minha relação com ela é como de um pai: ama do fundo do coração, sabe que ela tá virando adulta, mas ignora.

Um belo dia, eu fui para Brasília, onde Taís tinha acabado de se mudar. E eu fiquei mega nervosa, quase tive um ataque do coração! Fiquei passando gloss enquanto a esperava e pensando o que ela pensaria de mim, se a minha roupa estava legal. (detalhe: eu vejo pelas fotos que na época eu estava gorda e com uma sobrancelha horrorosa!) Então, ela apareceu e era praticamente a mesma que eu via nas fotos, mas maior. Sim, eu era baixinha e dizia que quem era era a Nicas. E eu fiquei preocupada em parecer natural, o que acabou por parecer artificial. Fiquei tentando evitar aquele silêncio constrangedor, e foi por isso que Taís me achou uma tagarela. Mas fiquei super feliz de ver que a gente se parecia mais do que imaginava. Ela também adorava balas de gelatina e preferia guaraná! (só que eu não prefiro mais)

E a cidade da Nicas era tão mais acessível, o que até virou ironia. Tentei tantas vezes me encontrar com ela e nunca dava. Até que... tchantchantchantchããããn. Foi esses dias.

Assim que cheguei em São Paulo, mandei mensagem no celular dela avisando e tentando contato. Mais tarde ela ligou e queria ir à Avenida Paulista. Tudo bem, sempre esteve nos nossos planos a Avenida. Só que eu estava na casa da minha amiga recém mamãe e não dava pra ficar lá com um bebê junto, né. Então mudamos para o shopping mais longe da casa da Nicas, coitada. E ela foi, com chuva e tudo! E ainda teve que esperar! Chegamos quase meia hora atrasados (esses pais novos são foda).

Eu fui com a roupa que eu tinha viajado, só troquei o jeans porque achei que aquele era mais bonito. A Nicas eu nem reparei na roupa (por mais impossível que pareça), eu só fiquei olhando aquele rostinho lindo dela. E, claro, o cabelo de propaganda da Pantene. (detalhe: eu estou magérrima e preta, parecendo menina da Angola) Dei uma corridinha até ela e nos abraçamos, que fofo. Aí ela falou alguma coisa e eu me senti falando com uma mulher de sucesso super responsável. Ui, e eu toda criança. Não sei o que ela esperava de mim (até sei, porque li o post dela), mas ela era o que eu não esperava. Ela cresceu e eu nem vi (nossa, agora eu falei igual pai mesmo). Ela passava uma credibilidade tamanha que se ela estivesse vendendo casa no céu, eu compraria. A Nicas não é mais aquela menina que um dia teve um blog com gifs que piscavam feito painel de motel. Nããão, ela era a Nicoli, estudante da USP, responsável e independente. E por várias vezes ela me fazia lembrar meu namorado (que é outro baixinho com jeito de gente grande). A gente ficou passeando e conversando tranquilamente, como se a gente fizesse isso todo fim de semana. Teve aqueles momentos em que ninguém falava nada, mas eu tava me sentindo tão bem com ela que não era um vazio desagradável. Era natural. Aí a gente comeu no McDonalds, que era outro quesito nos nossos planos, e sequer pedimos McLanche Feliz. Mas quer lanche mais feliz do que um lanche com a minha menininha que virou gente grande?


Escrito por Pawlinha às 13h19
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Segunda-feira , 17 de Novembro de 2008

{Longa (des)conversa}

Ele a chamou repetidas vezes, mas ela, gloriosa, fingiu não ouvir. Só que ela não poderia fugir a noite toda. Nem queria.

- Oi, Juliana - pensando "É hoje!".

- Oi, Pedro - querendo dizer: "Eu tava morrendo de saudade, mal esperava para te ver. Essa cidade não tem a menor graça sem você" - e ainda fez cara de desdém.

- Tudo bem? - pensando: "Vamos relembrar os velhos tempos?"

- Tudo - sem completar: "Com você, eu sempre tô bem". Sabia que era mentira, mas não faz mal só pensar.

Ele falava sério, mas estava brincando, e ela ria de tudo o que ele dizia, mas estava levando a sério. Ele é bom nisso.

Conversaram por um tempo, até ela ouvir as badaladas e sair correndo, mas não esqueceu o sapatinho pelo caminho nem tinha um cavalo voltando a ser rato. Ela só ficou com medo de querer um conto de fadas, pois s badaladas vinham do seu coração.


Escrito por Pawlinha às 01h32
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Domingo , 16 de Novembro de 2008

{(trans)Aparência}

Sabe por que eu não publico minha foto aqui no blog? Não, não tenho nada contra ser fotografada - os meus amigos do orkut que o digam. É porque aqui meu rosto não é meu. Eu tenho a cara que você quiser. Lendo meus textos, entendendo minhas idéias, você começa a criar uma imagem de mim, com olhos, cabelos e jeans que você acha que combina com a minha personalidade. Apesar de eu ser a mesma e todo mundo ler os mesmo textos, cada um que acessa esse blog faz uma imagem diferente de mim. De repente, eu não sou do jeito que você imagina e eu não quero quebrar o encanto. Se você acredita que eu combino com saltos altos ou se eu sou mais uma calça larga, tudo bem. E a maneira como você entende os meus textos não tem que ser exatamente como eu pretendia. Me dava um ódio na escola quando a professora de português discordava das minhas idéias sobre um determinado texto, dizendo que o autor pensou isso ou aquilo, sendo que ela não foi lá perguntar pra ele se é realmente isso. Oras, por que o certo não pode ser duas coisas diferentes? Se eu acho que o poema é sobre traição e a professora acha que é sobre amor, significa, na verdade, que eu fui corneada e a professora teve uma noite daquelas e ficou inspirada. O texto se torna um significado que vem a partir de você. E, da mesma forma, eu sou eu da maneira que você enxerga. Um post meu pode ser irônico para uns, e engraçado para outros. Depende de quem o leu, do seu estado de espírito. Não é o meu físico que vai mudar isso, sou sua blogueira, sou um texto de um blog. Sou o que você achar que eu sou. E fico feliz por isso, mesmo sem ter uma foto sorrindo para provar.


Escrito por Pawlinha às 23h47
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Sexta-feira , 14 de Novembro de 2008

{Mememe}

Você já fez algum desses memes da internet, não fez? Mas esse meme que me foi passado é bem mais legal. Você cita uma pessoa e diz o que ela te lembra. Mas quando eu fui pensar em como montá-lo, eis que meu pensamento ficou assim:

A Nicas... Minha bonitinha que tem o sorriso do meu namorado ^^... ela me lembra a Taís. E a Taís me lembra a Nicas, que me lembra a Cláu, porque foi por causa dela que eu a conheci, no Blog Day, lembro perfeitamente disso. E a Cláu, cara, me lembra da Abril, que me lembra jornalismo, que lembra eu mesma. E o conjunto disso tudo me lembra do nosso blog comunitário, e blog me lembra da Cláu, da Nicas, e da Taís. E de mim, que me lembra de bons textos, que me lembra do meme que a Nicas me passou e por isso estou fazendo esse post.

Enfim, a Cláu me lembra a Nicas que lembra a Taís que lembra que nós somos o quarteto perfeito do mundo blogueiro.


Escrito por Pawlinha às 02h55
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